Faculdade sucumbe diante de pretoria

24 abr

Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br

Em recente notícia, a Faculdade Sumaré, em São Paulo, foi submetida à semelhança de tribunal romano, o dos tribunos ensandecidos, mandando suspender(vagas) ingresso de alunos em Pedagogia. Afora mal entendidos, a escola se defenderá. Leia abaixo o conteúdo da pendenga:

Portal G1, 23/04/2010

MEC suspende ingresso de alunos em Pedagogia na Faculdade Sumaré

Segundo portaria, instituição oferece mais vagas que o permitido. Faculdade tem 15 dias para apresentar defesa

Fernanda Nogueira

A Secretaria de Educação Superior (Sesu) instaurou processo administrativo contra a Faculdade Sumaré, que tem cinco unidades em São Paulo, por oferecer mais vagas do que o permitido para o curso de pedagogia, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (23). A Sesu determinou, como medida cautelar, a suspensão de novos ingressos de alunos no curso, tanto por seleção como por transferência. A instituição tem 15 dias para apresentar defesa. O diretor-superintendente da Faculdade Sumaré, Eliseu Lourenço Pereira, disse acreditar que o problema ocorreu na publicação do reconhecimento do curso de pedagogia no ano passado.

De acordo com Pereira, a faculdade já oferecia 900 vagas em pedagogia com autorização do MEC quando o curso normal superior, que tinha 400 vagas, passou a ser denominado Pedagogia. A partir de então, a faculdade passou a oferecer 1.300 vagas. No entanto, o MEC reconheceu apenas 400 vagas em portaria publicada no Diário Oficial em 15 de junho. “Pedimos retificação da portaria que autorizou o curso, porque diminuiu o número de vagas, mas ainda não tivemos resposta”, disse Pereira. O diretor afirmou que a instituição ainda não teve acesso às informações técnicas da portaria. “Devemos receber a notificação oficial no início da próxima semana e temos uma audiência marcada para apresentar a defesa na quarta-feira”, afirmou. De acordo com o diretor, a faculdade espera resolver a situação antes da abertura do processo seletivo do segundo semestre, prevista para o final de maio.

Tem cabimento, quando o país precisa de mais formadores desde a creche até o final do fundamental ? Despropósito. Se a escola tem os 1.300 candidatos ( com muita sorte dela, pois é particular, em detrimento das vagas ociosas nas escolas públicas na mesma área ) qual é a questão em discussão ?

Só na cidade de São Paulo há milhares de vagas não cobertas por ação política ( intencional ? ) ou por incúria de governo nesse segmento.

Qual a efetiva razão da medida ?
Qual o problema quando a instituição tem condições de atender ao público ?
Ou seja, tem acomodações ( prédios – salas – professores, etc. ) limitar-lhe as vagas ! Quisera tivessem como atender mil, dois mil. É uma cegueira absoluta.

E as metralhadoras continuam a cuspir fogo sobre as licenciaturas. Com a palavra a profa. Eunice Durhan .

O que há nelas se têm espaço, carteiras ociosas, bibliotecas, brinquedotecas, laboratórios diversos, corpo docente e coordenação capaz ?

Ora, já tomou a sua dose de cicuta hoje ? Deixe a Devassa pra lá.

É inadmissível quando em São Paulo o próprio Estado tem em seus quadros docentes que não lograram aprovação, em recente exame de qualificação, no qual quase 50% foram reprovados, com ciência e admissibilidade disso. Onde é que estamos, em tempos de inquisição espanhola ?

Os nomes dos integrantes da(s) comissão(ões) que avaliaram a instituição têm que vir a público, senão também as autoridades superiores.
Dezenas de IPEs estão oferecendo graciosamente tais cursos exclusivamente para mantê-los vivos no rol de cursos ofertados, com peso financeiro próprio e com isso dar sua contribuição às formações (Pedagogia e Licenciaturas), de que tanto carecemos.