Pronatec tem “bambas” no assunto, mas…

22 jul

Prof. Roney Signorini –
Assessor e Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br

O Conselheiro Francisco Aparecido Cordão, com um caminhão de atuações e uma carreira que vem desde há muito no CNE, sem parar, não é de andar armado dia e noite. Mas quando atira, é pra valer. Sua performance deixa um rastro de sucessos em Pareceres, de provocar inveja com tantos acertos e dedicação. É abnegado pela causa. E se apresenta com currículo de Especialista.

Dedicou dezoito anos ao Cons. Estadual de Educação de São Paulo e agora, como Conselheiro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. É o primo canto em decisões. Esbanjou sabedoria na Res.04 de 6/06/2012 propondo nova versão do Catálogo de Cursos Técnicos ao enunciar todos os eixos com dezenas de cursos, apoiada no Parecer 11/2008, de sua lavra, aprovada por unanimidade em sessão de 12/06/2008 tendo como presidente Cesar Callegari e o vice Mozart Neves Ramos, nosso assunto de hoje.

A princípio, um tanto indecisos e até temerosos, os mantenedores privados de cursos superiores se perguntam(vam) quanto ao futuro de cursos técnicos/tecnológicos em suas searas, vendo com microscópios o sucesso deles no Senai, Senac, Senar e Senat.  Equívoco instrumental quando era preciso usar um binóculos pois que surgiram para ficar, com total destaque nas formações. Chegou a hora de minimizar acessos aos sempre mais procurados cursos formando “doutores” ?

Ao amargarem ociosidades de vagas nos cursos tradicionais, cujas áreas de trabalho/empregabilidade ganham(vam) saturação de mercados, a realidade esbofeteia as reais necessidades de técnicos/tecnólogos.
A questão que ora se apresenta, para regular o setor, é saber como e de que forma construir currículos e conteúdos suficientes para enfrentamento aos que já navegam há anos nesses mares: Senai-Senac-Senar-Setecs.

Como também, qual o arsenal necessário para a montagem de laboratórios e instrumentos que possam dar similaridades aos daqueles organismos. Sem se falar no indispensável corpo docente que pode gerar alguns problemas pois é minoria os com pós graduação. Desafios à frente, as portas e janelas estão abertas. Mas, vale saber, também, qual a contemplação que o SINAES fará com relação ao IGC e CPC.

O professor Cordão está de plantão com sua larga experiência, ajudado por
instrumentos apoiadores como a Res. 30, de 6/07/2013, com a grife de José H. Paim Fernandes,  ao estabelecer procedimentos para o pagamento da Bolsa-Formação Estudante às mantenedoras superiores e de forma subsequente no âmbito do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego ( Pronatec ).

Não se trata tanto de valer-se dos estímulos econômicos que a Resolução propicia, mas a oportunidade cidadã de compartilhar empregabilidades em dezenas de nichos carentes de profissionais para o alavancamento de participações globais, destino sem volta na atualidade.

Para ajudar na montagem do cenário,  a revista VEJA de 17/07/2013 traz matéria sob o título “As Carreiras Mais Promissoras…” encontrada no linkhttp://www.cartaconsulta.com.br/clipping/clipping.asp?id=355
Apropriamos aqui alguns poucos dados contidos sob a opinião de experts, da FGV, da USP, do IPEA e de empresas de recrutamento e seleção reunidos para responder quais carreiras terão o melhor desempenho no futuro. Para eles as profissões mais promissoras nos próximos dez anos integram quatro grandes áreas da economia: saúde, educação, tecnologia da informação & comunicação(TIC) além de engenharia.

Para as duas últimas áreas é apontada a crescente demanda por tecnologia em todos os setores da economia – de indústrias a hospitais, de escolas ao comércio. Particularmente para engenharia a alavanca se dará em razão de investimentos em setores como o petrolífero e a logística. Colocações um tanto vagas e difusas para a mantença de escolas privadas, que deverão exercer meticuloso estudo sobre a criação de cursos voltados para a área, quando o setor público já tem bases sólidas sobre eles.

Não se trata de analisar vantagens e desvantagens sobre empreendimentos educacionais, fugindo assim da ótica calculista/fria dos números de jovens que procurarão por tais cursos. Ademais, as escolas técnicas de governos estão muito bem preparadas para as demandas atuais e num passe de mágica podem muito bem dobrar as ofertas de vagas e mantenedores a ficar hipnotizados com o canto da sereia como sendo bom nicho para investimentos.

Os especialistas convidados pela revista, que analisaram o cenário, além de fazerem diagnósticos também fizeram prognósticos (conjetura sobre o desenvolvimento de um negócio, de uma situação), sem bola de cristal sobre as mesas. Até porque, o setor privado não tem (ainda ?) vocação para os tecnólogos. Quem viver verá. Em se tratando de oportunidades fica inerente o risco, que o poder público não corre porque é o contribuinte o principal ator dessa peça.

Com absoluta segurança, o setor privado pode contar com algumas variáveis, bastando suporte financeiro, mas quando se falar em corpo docente a conversa muda de lugar. E é o fulcro da questão. Insisto, não com o pretoriano Sinaes de hoje, que não poupará nas avaliações, também insistindo em tratar como iguais os desiguais.

Se o pequeno e médio mantenedor pensa que pode dar um salto de expansão poderá se arrepender de não ter investido mais no que ele já tem/tinha. Mas, aos grandes, a conta fica no mix anual. E nada de abrir para fechar porque arranha irreparavelmente a imagem da IES.
Contudo, ainda vale sopesar com muita seriedade algum(uns) curso(s) dentre as dezenas propostos que sejam factíveis de oferta. Oportuno acessar o linkhttp://pronatec.mec.gov.br/cnct/eixos_tecnologicos.php
De resto, alia jacta est.

A SEGUIR OS 220 CURSOS INDICADOS/ESTRUTURADOS

Eixos Tecnológicos      

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