Pesquisa Científica Descontinuada

22 out

Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br

Fabiana Santos Pereira, Coordenadora de Comunicação Social da Capes resolveu dar uma resposta a Gregorio Duvivier (Por que odiar o PT),
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2015/08/1666556-por-que-odiar-o-pt.shtml
Dias após o autor Duvivier se corrige :  Diferentemente do informado na coluna, não foram cortados 3/4 das bolsas da Capes, e sim da verba destinada ao Proap (Programa de Apoio à Pós-graduação). O texto já foi corrigido.

Na explicação, a Capes/ MEC informa que não houve cortes de bolsas de estudo. As principais ações voltadas à pós-graduação no país estão preservadas. E ela se estendeu em números “provando” o volume de todas as 90 mil bolsas (R$ 1,99 bilhão) que foram mantidas. O acesso ao Portal de Periódicos a 424 instituições (R$ 268 milhões), que possibilita mais de 280 mil downloads diários de artigos científicos, e os recursos de custeio (R$ 257 milhões) também estão garantidos, assim como as bolsas dos programas voltados à formação de professores da educação básica. No total, estão assegurados R$ 2,52 bilhões para o fomento do SNPG. O montante é equivalente a 92% do valor previsto para 2015.

Ocorre que não foi só Duvivier que fez o comentário mas toda a mídia, com certa irresignação deitou olas ao assunto.

Camila Brandilise, pela Isto É, 31 de julho, saiu com um título grave: O pagão das pesquisas científicas gerando reflexos de que o governo corta 75% das verbas para a pós-graduação, ameaça o trabalho de pesquisadores e coloca em risco a evolução acadêmica do País.

E Brandilise continua “Até 2014, o Brasil vivia um salto científico. Em 20 anos, passou do 24º para o 13º lugar entre os países com maior número de pesquisas produzidas, tendo passado à frente de nações como Suíça, Suécia e Holanda. Alcançou visibilidade no meio acadêmico internacional e pavimentava um futuro ainda mais animador. Um ano depois, essa perspectiva está abalada. No âmbito do contingenciamento financeiro na pasta da educação, universidades brasileiras têm sofrido com um corte de 75% na verba federal destinada ao custeio das pesquisas em cursos de mestrado e doutorado, chegando ao cúmulo de os próprios pesquisadores precisarem comprar material de laboratório, como luvas e reagentes químicos. Além disso, a diminuição do repasse compromete outras necessidades na formação de mestres e doutores, como subsídio ao trabalho de campo e participação em congressos e verba de convites para formação de bancas. “Os últimos anos foram de incentivos. Mas, hoje, vivemos uma turbulência”, afirma Isac Almeida de Medeiros, presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop). A perspectiva é que as consequências sejam sentidas em dois ou três anos, tempo médio de produção de uma pesquisa. “Se o corte persistir, vamos ficar para trás.”

Ou seja, o cenário é de colapso na pós e estamos em pane, em pleno voo.
A medida lembra o título de uma peça dramática do autor Plínio Marcos: Quando as Máquinas Param.
E é bem isso porque tudo para e não se tem sequer água para lavar as pipetas e buretas que estão sobre as bancadas de ensaios.

É medida de uma irresponsabilidade sem igual e para retomar tudo o que até aqui já tinha sido feito, para reaquecer os fornos muita lenha haverá de ser queimada, muito cano entupido vai pro lixo por impossível reaproveitar.

O corte no repasse atinge diretamente o Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), administrado via universidade e subsidiado pela Capes.
Em nota, a Capes assegura o repasse de R$ 2,52 bilhões para o fomento do sistema nacional de pós-graduação em 2015. Cerca de R$ 2 bilhões serão destinados às bolsas, que não sofrerão nenhum arrocho. Os 8% a menos no repasse da Capes são referentes justamente ao corte nas verbas de custeio, 75% a menos que têm tirado o sono de mestrandos e doutorandos.

dados
Infográfico/Ag. Istoé