A China e a Educação

26 jun

Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

Há quase duas décadas a China tem se concentrado na criação de “aprendizagem do século 21”. A reforma começou no ano de 1999 quando se implementou “o desenvolvimento de habilidades espirituais e implementação criativa” como uma prioridade fundamental.

Na reforma educacional local que começou em 2004, Xangai formulou uma estrutura curricular que se destina a desenvolver alunos com “espírito nacional, perspectiva global, sentido de responsabilidade social, a capacidade de ser, aprendizagem ao longo da vida, espírito criativo, a capacidade de execução e a alfabetização em ciências e humanidades. Reestruturou seu currículo universitário em três elementos: cursos básicos, cursos de expansão e cursos de pesquisa.
Cursos básicos são semelhantes às matérias acadêmicas essenciais tradicionais necessárias a todos os estudantes.
Cursos de expansão são cursos opcionais para os alunos. Voltados a explorar os seus interesses, concretizar o seu potencial único, e desenvolver o auto-planejamento e habilidades de gestão.
Cursos de investigação são cursos baseados em indagações que ajudam os alunos a desenvolver a capacidade de identificar e resolver problemas, capacidade e espírito criativo, e habilidades colaborativas.

Destaque: as escolas chinesas proíbem a lição de casa, eliminaram os testes padronizados que foram retirados do currículo escolar.

O sistema de ensino chinês é muito competitivo e existem numerosos testes ao longo das diversas etapas do sistema. Apesar disso, os níveis de fracasso escolar são muito baixos e a taxa de alfabetização ultrapassa os 94%, segundo dados do Banco Mundial.
Ensino primário: tem início geralmente aos seis anos de idade e é obrigatório. Costuma ter uma duração de seis anos. Durante o período de ensino obrigatório, as diretrizes de ensino prestam atenção tanto às questões meramente acadêmicas como às questões morais e laborais.
Ensino secundário, dividido em ensino secundário do primeiro ciclo e ensino secundário do segundo ciclo. O primeiro ciclo costuma ter uma duração de 3 anos e é obrigatório (as autoridades chinesas estabeleceram um total de nove anos de ensino obrigatório). Para entrar no segundo ciclo do ensino secundário, o aluno tem de ser aprovado nos exames pertinentes. O segundo ciclo do ensino secundário também tem, de forma geral, uma duração de três anos.
Ensino profissional: desde 1996, ano em que foi promulgada a Lei do Ensino Profissional, foram estabelecidas as bases para um ensino profissional bem estruturado. Nele diferenciam-se vários níveis.

Ensino Superior: dentro do ensino superior, que é administrado em universidades, institutos e centros de formação profissional, teremos de distinguir a formação profissional, o ensino universitário e os cursos de pós-graduação (mestrado e doutoramento).
O ano letivo estrutura-se em dois semestres de cerca de 20 semanas cada um. O primeiro tem início em Setembro e o segundo em Fevereiro. É obrigatório assistir às aulas.

O sistema universitário chinês é estruturalmente bastante semelhante ao da maioria dos países ocidentais. O primeiro nível de estudos universitários a que os estudantes têm acesso após concluir o ensino secundário, é o undergraduate, semelhante ao grau europeu (licenciatura), que tem uma duração de quatro anos. Imediatamente a seguir encontram-se o grau de mestrado, que se estuda durante três anos. Por fim, o doutoramento, que é o nível universitário mais elevado e a sua duração consiste em três anos.

O ensino nos níveis de licenciatura (undergraduate) é realizado em chinês, embora as instituições façam um esforço cada vez maior para se internacionalizarem. Não é em vão que no nível universitário os estudantes chineses tenham de escolher pelo menos quatro cadeiras quadrimestrais em inglês. Por outro lado, nas universidades com mais percentagem de estudantes estrangeiros, os professores estrangeiros dão as suas cadeiras em inglês, sobretudo as relacionadas com o âmbito empresarial e financeiro. No caso de se fazerem os estudos em mandarim, os estudantes estrangeiros têm de fazer um ou dois anos letivos.

No que se refere ao financiamento, a China possui uma política de custos partilhados, pela qual os estudantes contribuem com uma percentagem variável e dependente do seu nível de rendimentos. Neste sentido, deve-se diferenciar os alunos que financiam eles próprios os seus estudos e os que estudam graças a uma bolsa do governo.

Esta fórmula facilita o acesso ao ensino superior aos que têm bolsas de estudo por parte do governo. Pretende-se o acesso generalizado ao ensino superior. Neste sentido, nos últimos anos implementaram-se planos específicos, orientados para pessoas com dificuldades econômicas. Estes planos incluem bolsas, isenções ou reduções de matrículas, trabalhos em part-time ou empréstimos estatais.

Os títulos básicos que se pode obter no ensino superior na China são:

Licenciado (Undergraduate degree)
Mestre (Master Degree)
Doutor (PhD ou doctoral degree)

FONTE: http://cursos-internacionais.universia.net/china/sistema-educativo/estrutura.html

[1]O Programme for International Student Assessment (Pisa) – – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – é uma iniciativa de avaliação comparada, aplicada a estudantes na faixa dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países.O programa é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).-

Detalhe Importante: Segundo o último resultado do PISA 2012 (os resultados da aplicação de 2015, não foram divulgados ainda), estão no ranking nas cinco primeiras posições da lista, os países e territórios asiáticos: Cingapura, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Taiwan. Em seguida vêm quatro países europeus: Finlândia, Estônia, Suíça e Holanda. O Canadá ocupa a décima posição.
O Brasil é o 60º colocado entre 76 países listados no mais recente ranking.