Comunidade de Prática(virtual) no Século XXI

13 maio

O conceito de comunidade de prática não existe por si só. É parte de uma ampla estrutura conceitual para pensar a aprendizagem em suas dimensões sociais. É uma perspectiva que focaliza a aprendizagem na relação entre a pessoa e o mundo   Etienne Wenger

Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

Nas rodas de work happy end os circunstantes estão falando muito do que “parece ser uma novidade”: Não é.
O “item” Comunidade de Práticas(virtuais). é pra quem estava atento ao agenda setting de 1991. Não liam/leram quando dois pioneiros criaram o termo e explicaram a que veio: Etienne Wenger (http://www.ewenger.com/) em conjunto com Jean Lave. Lá se vão( ou foram ?) rápidos 16 anos.
Uma Comunidade de Prática designa um grupo de pessoas que se unem em torno de um mesmo tópico ou interesse. Essas pessoas trabalham juntas para achar meios de melhorar o que fazem, ou seja, na resolução de um problema na comunidade ou no aprendizado diário, através da interação regular.
O conceito de comunidades de prática é utilizado no estudo do capital social nas empresas. Elas facilitam a movimentação horizontal de informações na organização, além de construírem redes de relações, ao reunir as pessoas através de meios que as encorajam a conhecer umas às outras informalmente.
Suas características básicas definem um grupo como uma Comunidade de Prática:

O domínio – o membro precisa ter uma identidade definida pelo interesse compartilhado. Ser membro significa um compromisso com o grupo e competências que diferem seus membros de outras pessoas.

A comunidade– precisa proporcionar interação. Para Wenger, o aprender é um ato social. As pessoas na comunidade de prática são atores que buscam, juntas, formas de superar um problema.

A prática – os membros de uma comunidade de prática desenvolvem um repertório de experiências, histórias e ferramentas, as quais os qualificam para enfrentar certas situações que se tornem recorrentes.
Num ambiente dinâmico e competitivo, como o atual, requer organizações que aprendam continuamente e a intensidade com que as pessoas e as organizações aprendem torna-se fundamental, uma vez que proporciona a elas tornarem-se mais capacitadas para a compreensão de seu ambiente, atividades e processos de trabalho e, por consequência, aperfeiçoar o processo de tomada de decisões, tornando os processos de trabalho mais eficientes e efetivos. 

 

Os teóricos afirmam que o aprendizado de participação na Comunidade de Práticas pode ser realizado em diversos níveis:

Individual: é onde surgem as ideias;
Grupal: é onde ocorre o compartilhamento do conhecimento dos indivíduos;
Organizacional: é onde, por meio do conhecimento compartilhado, se institui/adapta as estruturas, regras, procedimentos e elementos simbólicos das organizações. Ou seja, a aprendizagem organizacional envolve os quatro modos de conversão do conhecimento:

Socialização, que se dá por meio da interação entre os indivíduos;
Externalização: que se dá por meio da escrita, de projetos, ou seja, é a codificação do conhecimento tácito em conhecimento explícito;
Combinação, que é o agrupamento e combinação dos conhecimentos existentes; e
Internalização, ocorre quando o indivíduo internaliza o conhecimento e as experiências compartilhados por meio da socialização, externalização e combinação, mudando, assim, o seu modo de pensar e agir.
Com essa abertura de exploração um tanto didática do assunto, para situar os jejunos sobre o tema, cabe refletir porque razões o processo não é utilizado nas universidades com perspectivas extraordinárias de ensino e aprendizagem. Basta que a coletividade integrante do grupo deixe de lado o uso condenável da internet, do whatsapp e demais aplicativos que estão subaproveitados, subdimensionados como ferramenta utilíssima no cotidiano do estudante. Ao contrário, só fazem veicular idiotices, bagaços e lixo virtual como que se entregando só ao divertimento; à farra e à pândega.
Milhares de horas desperdiçadas pelos milhões de usuários dos smartphones, ou de tablets, até mesmo do titio e-mail, poderiam já ter transportado milhares de informações úteis aos próprios usuários, à coletividade, à sociedade como um todo, com resultados espetaculares de atualizações, interação com todo tipo de problema social, internalização de cognições imprescindíveis no mercado de trabalho, no futuro para o sucesso.

 

Seria tarde para deshipnotizar, de tirar os poderes mágicos do enfeitiçamento que essas traquitanas eletrônicas propiciam num flagelo sócio-econômico-educacional; promovido pelos aplicativos em conluio com as empresas de telefonia, únicas favorecidas, de negócios super promissores que levam aos encantamentos?
Com um mote favorável, está lançada a campanha: “Só use o seu smart em condições favoráveis de multiplicação de conhecimentos.” Abaixo a indústria da comunicação tola, inconsequente, desprezível, sem proveito, descartável, na linguagem dos jovens, shits, trash, etc. etc.

Comunidade de Práticas, como uma rede de relações pessoais pode estar fundamentada em um território (uma cidade), em interesses comuns (associações, clubes), ou em características comuns de seus membros (colegas de trabalho), o que pressupõe uma definição de interação humana.

Comunidade sugere ações inteligentes de cooperação entre pessoas com uma variedade de habilidades diferentes, necessidades e visões do mundo, permitindo que haja uma diversidade cultural na qual pessoas são avaliadas pelas suas diferentes contribuições.

Assim, Comunidades de Interesse é um agregado de pessoas reunidas em torno de um tema de interesse comum, por exemplo, diabetes de crianças.

É perfeitamente viável as Comunidades de interesse, orientadas a objetivos, comunidades que surgem com o intuito de realizar um projeto, visando ao atendimento de uma necessidade específica ou à resolução de um problema, e cujos participantes não são agregados de forma aleatória.

Comunidades educacionais constituídas por alunos de uma mesma classe, de uma mesma instituição ou geograficamente dispersos.

Enfim, Comunidades de Práticas são grupos de pessoas que compartilham uma preocupação, um conjunto de problemas ou uma paixão por um tópico e que aprofundam seu conhecimento e especialização nesta área pela interação em uma base continuada.

O importante é que as pessoas sintam que a comunidade dá acesso ao conhecimento e não somente à informação, se tornando um valioso local para receber feedback de ideias e soluções. Esta característica de troca cria o efeito sinergia, na qual a ideia final é melhor do que a contribuição de apenas um indivíduo.

Mas é importante que é preciso estar confortável com a mídia e ter confiança nela. Estar confortável e ter confiança com o instrutor (ou facilitador) e seus colegas colaboradores; além de sentir como se eles estivessem inseridos numa rica e atraente experiência de recompensa social.

É preciso, entretanto, desenvolver as regras de participação para a comunidade; permitir tanto a criação de comunidades centralizadas como descentralizadas: podendo oferecer ambientes de comunidade predefinidos (com conteúdo focado, lista de indivíduos, ferramentas de colaboração, etc.) que sejam planejados cuidadosa, central e estrategicamente.

E vamos além, desenvolver mapas de especialização (que podem incluir bancos de dados com listas e descrições das competências) e garantir que os perfis dos usuários estejam detalhados, precisos e atualizados (o que ajuda a fomentar conexões e eleva o nível necessário de confiança entre os participantes). Por último, reconhecer e identificar diferentes níveis de participação, tanto quantitativa quanto qualitativamente.

Finalmente, é tarefa pra cachorro grande, não pra qualquer um, qualquer instituição que não vislumbre diferenciais oportunos.

Sigo em frente com a pergunta que me provoca: e a aplicabilidade ?
Até onde a literatura informa há dezenas de Comunidades de Práticas exercidas por engenheiros, músicos, médicos e toda sorte de carreiras/profissões aplicando o sistema/processo já tem tempo. Pode-se aferir a utilidade que resulta quando a Comunidade relata o quanto é/foi promissor constituí-la. E mais, sem a qual muito provavelmente não teriam conseguido o escopo, tão somente nas individualidades.

Às vezes o processo não é tão rápido porque todo o grupo precisa “digerir” as últimas inclusões demandando algum esforço para checagens e confirmações,
mas vale/valeu a pena. Tais relatos confirmam a acreditação que disso resulta.

É possível afirmar que o caminho não tem volta e brevemente a comunidade universitária vai abraçar a proposta porque não será possível, não mais, encontrar respostas nas salas de aulas. O conhecimento efetivamente ganhou asas, ou melhor, pegou o tapete voador dos bits e bytes.

Web, dispositivos removíveis e e-mails infectaram 40% dos PCs industriais. Dois em cada cinco computadores industriais sofreram ataques cibernéticos no segundo semestre de 2016.

Venda de celulares cresce 23% no segundo trimestre. A venda de celulares voltou a crescer no Brasil. Entre abril e junho de 2016 foram vendidos 12,044 milhões de aparelhos, sendo 10,779 milhões de smartphones e 1,265 milhão de feature phones

Brasil é 87º no mundo em velocidade da internet. O Brasil recuperou posições no ranking global de velocidade das conexões à internet. No terceiro trimestre de 2016, a média foi de 5,5 Mbps. O resultado é bem melhor que os 3,6 Mbps medidos no terceiro trimestre de 2015.

Nove a cada 10 brasileiros se dizem mais expostos às fraudes, mas empresas reportam menos incidentes cibernéticos. Embora nove a cada 10 entrevistados brasileiros (94%) admitissem que a exposição à fraude tivesse crescido, apenas 68% relataram ter sido vítimas de más-práticas no período, nove pontos a menos do que em 2015.

37 cidades concentram 50% da banda larga fixa do Brasil. Em outubro de 2016, as 37 cidades mais conectadas do país tinham 13,3 milhões dos 26,6 milhões de acessos à banda larga fixa registrados: 0,007% dos 5.569 municípios brasileiros eram responsáveis por quase 50% dos acessos fixos. Metade estava no Sudeste: 11 em São Paulo, 4 no Rio e 2 em Minas Gerais 

Brasileiro dispara no uso do Snapchat e do Instagram. A popularidade do Instagram e do Snapchat aumentou muito nos últimos dois anos, com os usuários de internet buscando mais conteúdos reais, pessoais e “de bastidores”. 38% dos usuários de internet da América Latina usavam o Snapchat, três vezes mais que em 2014 (12%). O desejo de compartilhar fotos, ideias e momentos também contribuíram para elevar a presença de internautas no Instagram – foram 62% usuários do aplicativo na América Latina (36% em 2014).

PNAD mostra troca de computador por outros meios de acesso a internet. Pela primeira vez, houve redução na proporção dos usuários de internet via computador, embora tenha aumentado o acesso. Foram 31,4 milhões de lares com computador em 2015 (46,2% do total), menos que os 48,5% medidos em 2014. O acesso a internet subiu de 54,4% para 57,5%, com cerca de 102,1 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade – crescimento de 7,1% (ou 6,7 milhões de usuários). De 2014 a 2015, a proporção de internautas passou de 54,4% para 57,5% da população. Os mais assíduos foram os usuários com 15 a 17 anos (82,0%) de idade e de 18 ou 19 anos de idade (82,9%). Contudo, os grupos que mais cresceram foram os de 40 a 49 anos (que passaram de 49,4% em 2014 para 55,3% em 2015) e de 50 anos ou mais (de 24,3% para 27,8%).

Celulares. Em 2015, 139,1 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade (78,3%) tinham telefone móvel celular para uso pessoal, incremento de 2,5 milhões de pessoas frente a 2014 (77,9%), crescimento de 1,8%.

Em nove meses, banda larga fixa soma 1 milhão de novos acessos. O número de conexões fixas à internet no Brasil era de 26,52 milhões ao fim de setembro de 2016, crescimento de 1 milhão de acessos ao longo do ano. As conexões de fibra ótica tiveram o crescimento mais notável, quase um terço dos novos acessos (317,3 mil), passando a representar 6% do mercado. Também significativas foram as adições via cabo (277,8 mil) e até mesmo o acesso xDSL (145 mil) que ainda representa mais da metade das conexões ativas (50,5%). A Telecom Americas (Net/Claro/Embratel) lidera o mercado com 8,3 milhões de assinantes (31,6%), seguida pela Telefônica com 7,4 milhões (28,19%) e pela Oi, com 6,4 milhões (24,1%). Juntos, os três grupos detém 84% de todos os acessos fixos à internet no Brasil.

Geração Y dá mais importância à conexão com internet do que a serviços básicos, afirma estudo. Pesquisa mostrou que integrantes da Geração Y (idade entre 15 e 35 anos) prefeririam ficar sem encanamento, aquecimento e ar condicionado, transporte pessoal e TV a cabo a ficar sem conexão com internet e eletricidade para carregamento dos dispositivos conectados, revelou estudo feito em São Francisco, São Paulo, Londres e Hong Kong, comparando a opinião em relação à conectividade de integrantes da Geração Y e de Baby Boomers (Geração X, idade entre 51 e 70 anos).  O relatório mostrou que em vez de tratar a internet como “ferramenta”, “base de conhecimento” ou “meio para determinado fim” como os Baby Boomers — a Geração Y via a internet como parte de sua identidade individual e social.

Brasileiro acessa a internet por Wi-Fi e pelo celular.  Em 2015, pouco mais da metade dos brasileiros acessava a internet com regularidade – 58%, via conexão fixa por Wi-Fi, em celulares. 89% das pessoas usavam celulares para navegar, seja em casa (90%), na casa de amigos ou vizinhos (56%) ou no trabalho (38%). Mas existia Wi-Fi disponível: 87% dos acessos pelo celular usavam esse tipo de conexão, enquanto o uso de 3G ou 4G foi menor, 72%.

Fibra óptica cresce, mas ainda responde por apenas 5,77% da banda larga. Em julho, o Brasil contava com 26,3 milhões de acessos fixos a internet. Em alta pequena, mas constante, o total de acessos cresceu 837,5 mil nos sete primeiros anos de 2016. A concentração no topo continuou sendo a regra. Juntas, Net (Claro), Telefônica (com GVT) e Oi reuniam 84 de cada 100 acessos.

Menos de 30% dos brasileiros dizem navegar na Internet no trabalho. 83% dos usuários de internet navegaram em suas redes sociais nos últimos 30 dias no Brasil final [24 de julho a 24 de agosto]. Na sequência das atividades mais realizadas pelos respondentes da pesquisa, está assistir e/ou baixar vídeos (69%), ler notícias nacionais e internacionais (61%) e ouvir música (38%). A pesquisa revela também que o acesso à internet é móvel: 68% dos respondentes navegam via smartphones, enquanto 60% entram na internet a partir de computadores – notebooks ou desktops. Sobre o local de acesso, a maioria usa a internet em casa (93%), e 26% entram na rede no trabalho. Ainda segundo o levantamento, 44% concordam que “internet é a minha principal fonte de entretenimento” e 59% dos internautas recorrem primeiro à internet quando buscam qualquer tipo de informação. A pesquisa representa os hábitos de 47% da população brasileira entre 12 e 75 anos, o equivalente a 83 milhões de pessoas.

Velocidade na internet aumenta, mas Brasil cai para 95º em ranking global. A velocidade média da internet no Brasil foi de 4,5 Mbps no primeiro trimestre deste 2016. A velocidade aumentou 9,3% sobre os 3,5 Mbps medidos no fim de 2015. Mas como o ritmo ficou abaixo da média mundial, o Brasil caiu de 89o para 95o lugar no ranking com 146 países.

No Brasil, a cada hora de navegação, 35 minutos acontecem em redes WiFi. Os números costumam convergir para a essencialidade das redes fixas. E não só pelo volume de dados. Mesmo o tempo de navegação por smartphones ou tablets mostra um predomínio da banda larga fixa. É um comportamento global. Em geral voltada para o estado das redes 4G/LTE, a pesquisa descobriu um predomínio do WiFi ao redor do planeta em relação ao tempo conectado.

Tempo dedicado à TV ainda é maior que à internet. Por conta da internet, o tempo que as pessoas dedicam a algum tipo de mídia é cada vez maior. Ler jornais e revistas, ouvir rádio, assistir TV, ir ao cinema ou navegar na rede consomem quase um terço de todo o tempo. Na média de 71 países, incluindo o Brasil, 435 minutos por dia (7 horas e 15 minutos) são usados em alguma dessas atividades, tempo que vem crescendo nos últimos cinco anos.