Por que o Domínio da Criatividade é Imprescindível

12 nov

Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

Ter o domínio é também ter grande ascendência ou autoridade sobre, por exemplo, um assunto, um tema ou estado de coisas.
É também conhecer e saber empregar com proficiência uma condição, no caso, a criatividade.

E por que não considerar-se como detentor de habilidades e competências que preponderam e prevalecem de modo a ocupar inteiramente as condições bastantes e necessárias visando ao novo, ao diferente, ao criativo, enfim.
O domínio é não só indispensável como necessário, essencial, básico e fundamental, diria mais, obrigatório e imperioso para a consecução de qualquer tarefa visando a exteriorização da criatividade.
O imprescindível se coloca como de primeira ordem porque importante e relevante.

Mais do mesmo, em tempos de globalização e de alcance imponderável das TICs, é o mesmo que “chover no molhado”. O Google (e outros sites de procura) está aí para num simples clique colocar à disposição do usuário as mais variadas informações, das mais bizarras às mais úteis.

À disposição do estudante está uma Niágara de informações para, num simples ctrlC ctrlV, resolver o trabalho didático que lhe foi pedido. Há aí três questões de basilar importância, que apontam a necessidade premente da criatividade como fator de emancipação, tanto de alunos quanto de mestres.

O trabalho que foi pedido ao aluno propiciou um problema a ser resolvido, ou simplesmente acendeu o botão de start de uma tarefa rotineira, igual a centenas de outras? O filme The Wall (1982 !), produzido pelos integrantes da banda Pink Floyd, em uma de suas cenas retrata uma escola como uma linha de produção em série de “alunos-mercadorias” homogêneos, que desabam da esteira da linha de produção dentro duma imensa máquina de moer carne.

Primeira questão: estão os professores aptos a desenvolver a criatividade no aluno sem antes serem, eles mesmos, criativos? Está a escola, como um todo, preparada para a tarefa?

A segunda pergunta refere-se ao envolvimento do aluno em questões que lhe digam respeito não de maneira imediata. A internet tem sido utilizada pela esmagadora maioria das pessoas para falar e escrever sobre trivialidades tacanhas, que só enriquecem o bolso das empresas de telefonia e de dados e perde-se o caudal de informações que, se corretamente utilizado, promoveria a maior revolução da história do homem. Porque, se do caos nasce a luz, da quantidade de informações disponíveis (como ensina qualquer publicitário), necessariamente, vai nascer o novo.

A informação é o fulcro da terceira questão. Como mover-se nesse, às vezes, lodaçal de informações? Como separar o joio do trigo? Como não perder tempo (importantíssimo nesta nova era, mas frequentemente desperdiçado em trivialidades enervantes, como se, como dizia o poeta, não fosse importante “viver cada segundo como nunca mais”) com o cascalho, quando se está à procura do diamante?

O domínio da criatividade, aparentemente tão fluida, é compulsório na sociedade da informação. É ela a fonte de emancipação do ser humano, é ela que diferencia o homem dos demais animais, é ela a fonte de vantagem competitiva sustentável para qualquer empresa.