Uma caixa de Surpresas

3 dez

Neste circo chamado WhatsApp há
muitos palhaços e poucos mágicos

WhatsApp Messenger é um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones. Além de mensagens de texto, os usuários podem enviar imagens, vídeos e documentos em PDF, além de fazer ligações grátis por meio de uma conexão com a internet. O software está disponível para Android, BlackBerry OS, iOS, Symbian, Windows Phone e Nokia.

WhatsApp é um  trocadilho com uma expressão da língua inglesa  What’s Up ? (E aí?). A empresa que desenvolveu o aplicativo, no Vale do Silício, pensou em criar uma alternativa melhor do que o SMS, pois afirmavam que em breve todas as pessoas teriam um smartphone. Bingo ! Os fundadores da mídia social, Jan Koun e Brian Acton trabalharam mais de 20 anos na empresa de tecnologia Yahoo.

Quando Jan e Acton começaram o negócio juntos, idealizaram um produto que não fosse apenas mais uma central de anúncios, mas oferecendo um serviço que fosse funcional, econômico e melhorasse a vida de seus usuários. O WhatsApp nasceu para ser um  produto que deixa o usuário entusiasmado com a necessidade de uso constante e diário.. Os criadores acreditavam que a publicidade seria prejudicial à estética, com insultos à inteligência e interrupção de sua cadeia de pensamentos, pois “quando há anúncios, o usuário é o  produto”

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente em smartphones ou mesmo pelo site da empresa, bastando apenas possuir conexão com a Internet. Para utilizar as ferramentas da mídia social é necessário ter contatos telefônicos na agenda do celular  que possuem o aplicativo. É possível o cadastro de um perfil de usuário com informações da conta, definições das formas de conversas, formas de notificação, lista de contatos.

No caderno Cotidiano da Folha, de 30 de novembro, Sérgio Rodrigues deixou artigo com o título Bestialógico, o democrático festival de asneiras que assola a internet ( http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2017/11/1939375-bestialogico-o-democratico-festival-de-asneiras-que-assola-a-internet.shtml. ). tratando exatamente da insanidade dos novos tempos, citando um rol de bobagens, tolices e asneiras que rolam na internet, e claro, nos comunicadores como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Para os mais novos recomendo um trabalho similar, o Febeapá – O Festival de Besteira que Assola o País. É o título do primeiro livro de uma série de três do autor brasileiro Sérgio Porto, cujo primeiro volume foi publicado originalmente em 1966 e que reúne os textos que ele publicara com o heterônimo de Stanislaw Ponte Preta, criado justamente para escrever as crônicas que revelavam com humor as coisas que ocorriam após o Golpe Militar de 1964, e eram publicadas no jornal Última Hora.

Competindo com uma série de serviços com base na Ásia, o WhatsApp cresceu de dois bilhões de mensagens por dia em abril de 2012 para dez bilhões em agosto do mesmo ano. De acordo com o Financial Times, o WhatsApp “tem feito para SMS em celulares o que o Skype fez para chamadas internacionais em telefones fixos”. Em setembro de 2015, o aplicativo alcançou a marca dos 900 milhões de usuários ativos.

Segundo dados da consultoria GlobalWebIndex, 73% dos usuários que utilizam o WhatsApp no mundo são donos de celulares com o sistema operacional Android, da Google. A plataforma iOS, da Apple, está em segundo lugar, com 27% do mercado. Os servidores do aplicativo utilizam o sistema operacional FreeBSD com a linguagem de programação Erlang.

Em janeiro de 2015, também passou a ser utilizado pelo computador, através do navegador Google Chrome, e em fevereiro, o serviço também foi disponibilizado para usuários dos navegadores Mozilla Firefox e Opera. Em 18 de janeiro de 2016, os criadores do aplicativo WhatsApp divulgaram a notícia de que o aplicativo se tornaria isento de qualquer cobrança anual. No mesmo comunicado, foi anunciado que o serviço de mensagem chegou a 990 milhões de usuários. Em 2 de fevereiro de 2016, Mark Zuckerberg anunciou que o WhatsApp alcançou a marca de um bilhão de usuários, e “poucos serviços conectam mais de um bilhão de pessoas”, comenta Zuckerberg.

No Brasil, a troca de mensagens instantâneas é um dos principais usos dos aparelhos móveis, como celulares ou smartphones: 83,3% dos lares monitorados pela Kantar disseram usar aplicativos de mensagens instantâneas em 2016. Um aumento de 9,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

No dia 19 de fevereiro de 2014, o Facebook adquiriu a empresa pelo montante de 16 bilhões de dólares, sendo quatro bilhões em dinheiro e 12 bilhões em ações do Facebook, além de três bilhões de ações no prazo de quatro anos caso permaneçam na companhia. Seus fundadores serão incorporados no conselho administrativo do Facebook..

O  WhatsApp  além de mídia nova é hoje de larga utilidade e também vem propiciando o interesse de  investigação como toda ferramenta relacional, embora já há quem diga que é coisa do passado, tecnologicamente falando, sendo superada pelo Telegram. A garotada que conhece e usa as duas ferramentas diz que a segunda, recém surgida, “dá de 10 a 0 na primeira.”

O fato é que uma e outra podem reconfigurar as relações sociais, propondo uma análise nas mudanças da forma de interação, do ponto de vista social e mercadológico, propondo discussões em relação aos conceitos de interação e interatividade e seus  processos e seus conflitos e, ainda os processos de convergência e conexões das redes sociais no ciberespaço.

Mas, em que medida ela provoca mudanças na interação e nos laços sociais entre os usuários e não usuários?

As pessoas pensavam que os novos meios de comunicação substituiriam os antigos, mas na verdade não foi exatamente isso que aconteceu; os meios começaram a se interagir, trabalhar em conjunto e aprimorar seus laços de comunicação.

Durante a maior parte da história humana, as interações foram face a face. Ao passar dos anos e com o desenvolvimento da tecnologia, as interações  foram tomando novos rumos e com isso foram surgindo novas formas de se interagir e  de se comunicar que não se baseavam apenas na presença física.  Assim,  a partir dos novos meios de comunicação há possibilidade de interação “cujas relações sociais básicas aparecem intactas”.

A grande realidade do Whats, como mágica virtual é que o centro nervoso do aplicativo é a instantaneidade, a imediatidade quando dois ou mais usuários estão online. Por curioso ( e isso me lembra as escolas de datilografia Remington) chega antes com a frase pronta quem digitar mais rápido e já há concurso sobre isso com incríveis índices dos mais exímios.

Adeus e-mails, definitivamente.
Vem aí um bom livro com muitos depoimentos sobre o Whats, com o título
“Como usar o WhatsApp a seu favor” dos autores Marcia Disitzer e Bruno Chateaubriand.