Inteligência Artificial ( IA ) de bengala e cabelos brancos

15 set

Professor Roney Signorini
Assessor & Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com

 

Inteligência artificial (por vezes mencionada pela sigla em português IA ou pela sigla em inglês AI – artificial intelligence) é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software. Também é um campo de estudo acadêmico. Os principais pesquisadores e livros didáticos definem o campo como “o estudo e projeto de agentes inteligentes”, onde um agente inteligente é um sistema que percebe seu ambiente e toma atitudes que maximizam suas chances de sucesso.
Wikipedia

Extraordinário e admirável o que  cientistas e estudiosos relatam sobre a história da IA que dizem ter começado na antiguidade. Cada dia mais interessado pelo assunto deslumbrante, encontro na Wikipedia extensas matérias que deixam a qualquer um perplexo.
De início, o impacto entre mitos, histórias e rumores de seres artificiais dotados de inteligência ou consciência por mestres artesãos, há séculos. As sementes da IA moderna foram plantadas por filósofos clássicos que tentaram descrever o processo de pensamento humano como a manipulação mecânica de símbolos.
Esse trabalho culminou na invenção do computador digital programável na década de 1940, uma máquina baseada na essência abstrata do raciocínio matemático. Esse dispositivo e as ideias por trás dele inspiraram um punhado de cientistas a começar a discutir seriamente a possibilidade de construir um cérebro eletrônico.
O campo de pesquisa de IA foi fundado em um workshop realizado no campus da centenária Dartmouth College (EUA) durante o verão de 1956.  Aqueles que compareceram se tornariam os líderes da pesquisa de IA por décadas. Muitos deles previram que uma máquina tão inteligente quanto um ser humano existiria em não mais do que uma geração, todos trabalhando recebiam milhões de dólares para tornar essa visão uma realidade. No Brasil, nenhum níquel furado.
Eventualmente, ficou óbvio que eles tinham subestimado a dificuldade do projeto. Em 1973, em resposta às críticas e à contínua pressão do congresso, os governos dos EUA e do Reino Unido pararam de financiar pesquisas indiretas sobre inteligência artificial, e os anos difíceis que se seguiram seriam mais tarde conhecidos como ” inverno IA “. Sete anos depois, uma iniciativa visionária do governo japonês inspirou os governos e a indústria a fornecer bilhões de dólares para IA, mas no final dos anos 80 os investidores se desiludiram com a falta do poder computacional necessário (hardware) e retiraram o financiamento novamente.

O investimento e o interesse em IA aumentaram nas primeiros momentos do século XXI, quando o aprendizado de máquina foi aplicado com sucesso a muitos problemas, na academia e na indústria, devido à presença de poderosos hardwares.

A inteligência artificial baseia-se no pressuposto de que o processo do pensamento humano pode ser mecanizado. O estudo do significado mecânico ou “formal” tem uma longa história. Os grandes filósofos chineses, indianos e gregos desenvolveram métodos estruturados de dedução formal no primeiro milênio a.C, construindo ideias ao longo dos séculos.

O que de maravilhoso encontrei nas minhas leituras foi a descoberta de que a inteligência artificial baseia-se no pressuposto de que o processo do pensamento humano pode ser mecanizado. Então, foram desenvolvidas várias máquinas lógicas dedicadas à produção de conhecimento por meios lógicos, máquinas como entidades mecânicas que podiam combinar verdades básicas e inegáveis ​​por simples operações lógicas, produzidas pela máquina por significados mecânicos, de modo a produzir todo o conhecimento possível. Espetacular.

Recordo-me de uma aula soberba, no meu curso de Arquitetura, quando o mestre trouxe uma informação memorável ao dizer que no século XVII  Leibniz, Thomas Hobbes e René Descartes exploraram a possibilidade de que todo pensamento racional pudesse ser tornado tão sistemático quanto a álgebra ou a geometria. Assim, disse ele, Hobbes escreveu que  “a razão não é nada além de um cálculo”. Esses filósofos começaram a articular a hipótese do sistema de símbolos físicos que se tornariam a fé orientadora da pesquisa da IA.

Sensacional, e por decorrência, no século XX, o estudo da lógica matemática forneceu o avanço essencial que tornou a inteligência artificial aparentemente plausível.

Nos anos 1940 e 50, um punhado de cientistas de diversas áreas (matemática, psicologia, engenharia, economia e ciência política) começou a discutir a possibilidade de criar um cérebro artificial. A pesquisa em inteligência artificial foi fundada como uma disciplina acadêmica em 1956. Passados 63 anos, conforme a Agence France Press (AFP), o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) anunciou estar criando uma  universidade de inteligência artificial (IA), com investimento inicial de US$ 1 bilhão, voltada para o uso “responsável e ético” da tecnologia. Inauguração em setembro deste ano.

A pesquisa mais antiga sobre máquinas pensantes foi inspirada por uma confluência de ideias que se tornaram predominantes no final dos anos 1930, 1940 e início dos anos 50 e por consequência, utilizando conhecimentos e estudos por pesquisas recentes em neurologia, que mostraram  o cérebro como uma rede elétrica de neurônios, disparando pulsos de tudo ou nada.

Assim também, o estudo da cibernética que descreveu o controle e a estabilidade em redes elétricas, a teoria da informação que descreveu sinais digitais (ou seja, sinais de tudo ou nada, os famosos “ um e zero”). E, talvez a mais importante contribuição, a de Alan Turing com sua teoria da computação mostrou que qualquer forma de computação poderia ser descrita digitalmente. A estreita relação entre essas ideias sugeriu que seria possível construir um cérebro eletrônico . Eureka! Aí estava o estágio vestibular da IA.

Turing argumentava de maneira convincente que uma “máquina pensante” era pelo menos plausível e respondia a todas as objeções mais comuns à proposição. Viria a ser  a primeira proposta séria na filosofia da inteligência artificial .

Atribui-se a pia batismal da IA como sendo a Conferência de Dartmouth, em 1956. A proposta para a conferência incluiu esta afirmação: “todos os aspectos da aprendizagem ou qualquer outra característica da inteligência podem ser descritos com tanta precisão que uma máquina pode ser feita para simulá-la”. No evento, os cientistas John McCarthy e Marvin Minsky, considerados os pais da IA persuadiram os participantes a aceitarem “Inteligência Artificial” como o nome do campo, com sua missão, seu primeiro sucesso e seus principais atores. É amplamente considerado o nascimento da IA.

Os anos que se seguiram à conferência de Dartmouth, digamos até 1974, foram uma era de descobertas, de corrida por novos terrenos. Os programas que foram desenvolvidos durante esse tempo eram, para a maioria das pessoas, simplesmente “surpreendentes”: computadores estavam resolvendo problemas de palavras de álgebra, provando teoremas em geometria e aprendendo a falar inglês. Poucos na época teriam acreditado que tal comportamento “inteligente” por máquinas fosse possível a todos.  Pesquisadores expressaram um intenso otimismo em particular e na imprensa, prevendo que uma máquina totalmente inteligente seria construída em menos de 20 anos, agências governamentais despejaram muito dinheiro no novo campo.

Vinícius de Oliveira, da PORVIR, em 21/01/19 traça o que ele julga serem os 10 fatos sobre IA no ensino superior. Recomendo a leitura em

10 fatos sobre inteligência artificial no ensino superior

A abertura do artigo já situa com muita propriedade o que o educador pensa sobre o assunto: ”Inteligência artificial é um conceito em construção e, por isso, bastante amplo. E aqui mora o perigo. Como ainda estamos em fase inicial, as discussões ficam restritas a um pequeno círculo de educadores e de consultores, enquanto as palestras sobre o tema são dominadas por chavões, como “vai revolucionar a educação”. Mas como? Faltam exemplos práticos.”
O documento foi baseado em “Ten Facts About Artificial Intelligence in Teaching and Learning”(“Dez fatos sobre inteligência artificial no ensino e aprendizagem”), produzido pela ONG canadense Contact North, financiada pelo governo da província de Ontário, traz conceitos e aponta casos em que a inteligência artificial já está presente na educação, especialmente no ensino superior.

E para reforçar, extraído do site da Unigran Educacional:

1-A ideia da IA existe desde a década de 1940, daí a bengala e o cabelo branco;
2-Inteligência Artificial não acontece como no cinema;
3-As aplicações de IA já fazem parte da sua vida;
4-Stephen Hawking tinha receios sobre a IA;
5-Ela vai mudar radicalmente os empregos.

Portando também cabelos brancos, confesso aos amigos leitores que diante de tudo, tenho alguns temores e receios, como Hawking.
Fora do cardápio mas vale informar que a função 5G de telefonia já existe em alguns poucos lugares no mundo. Na América do Sul o pioneiro é o Uruguai. No Brasil só em 2023. Pode ?