Licenciaturas ruins, licenciados pior ainda

15 set

15Professor Roney Signorini
Assessor & Consultor Educacional
signorinironey1@gmail.com
A colocação do título é clássica, quase um bordão, quase uma brincadeira.

Os jornais estão sempre publicando matéria sobre o assunto do analfabetismo  e os governos referenciando um “pedido” pelo qual cobram ações e resultados mais eficazes, pela extinção desse cancro. Mas, indiferente, a mídia vive de notícia ruim parecendo não saber onde está a solução, e nem procura, já que não é sua “obrigação”, sobretudo em área que não domina.

Infelizmente o assunto não se resolve por decreto, com toda a razão pois a solução que queremos ou pretendemos não pode se dar por uma canetada, mas por compartilhamento da sociedade. Por outro lado, outra solução é possível, sim, mas girando a metralhadora para outro alvo: o curso de Pedagogia e todas as licenciaturas.

Anos decorreram — e ainda não idealmente — a discutir no CNE os propósitos e objetivos, os conteúdos e finalidades da formação do pedagogo, em cujo curso as IES ainda não “resolveram” o impasse das cargas horárias e respectivas preocupações do que é Estágio e do que é Prática, confundindo e assemelhando-as como se fossem única ação
O que de fato ocorre com a educação/ensino no ciclo Básico?  As gerações continuam nascendo com o mesmo intelecto, o mesmo cérebro e nada mudou senão a ambiência das crianças nas escolas. Isso conduz a algum motivo?

As IES que têm cursos de Formação merecem uma atenção especialíssima. Uma força-tarefa, um grupo de alta especialização no fazer educativo nos cursos superiores nos quais grassa a negligência, a desídia, como se fossem “cursinhos” de menor importância. Em EAD tais cursos ganharam a exponenciação pela procura nos últimos dois anos. É esperar para ver.

O problema do analfabetismo, em todas as dimensões, está, antes da busca de soluções – porque encontra-las não é tudo sem ter as pessoas para executar –junto àquelas escolas, principalmente e exclusivamente, na observação do corpo docente, na configuração curricular e, por decorrência, programática, na infraestrutura, na biblioteca, nos laboratórios (brinquedoteca, etc.) e tudo o mais que componha o universo na oferta das licenciaturas. Continuaremos a formar gente incapaz para assumir o magistério do ensino básico, nas últimas consequências de escolarização?
Na maioria dos cursos de pedagogia, também incluídas as licenciaturas, ainda não chegou a capacitação de formação de professores para educação a distância e ela pode ser uma ótima alternativa para as formações, sobretudo se conduzidas por excelentes tutores.