O futuro da educação já chegou

29 mar

Prof. Roney Signorini
Consultor & Assessor Educacional
signorinironey1@gmail.com

 O computador revolucionou a educação e aprender não será mais como antes. Da faculdade à formação profissional, os paradigmas da educação estão mudando e as tecnologias criaram novas expectativas para os estudantes.

Os computadores renovam a relação com o aluno e redefinem a oferta de condições de aprendizagem destacando os conteúdos.

Hoje, não existe mais a necessidade de frequentar uma sala de aula ou biblioteca para aprender porque tablets e smartfones conectam os aprendizes em todos os lugares, a todo  momento.

Embora quase tivéssemos falhado na modalidade e-Learning no início dos anos 2000 hoje se pode afirmar que estamos no auge Mobile Learning.

 Os cursos on-line abertos para as massas, os Wikis e outras comunidades de práticas democratizaram o acesso aos ensinamentos, mesmo os mais técnico.
Os conteúdos de ensino genérico estão disponíveis para o maior número de pessoas possível.
O sucesso da Khan Academy, com o apoio de Bill Gates, a chegada do Google HelpOut ou da plataforma iTunes mostram o quanto o setor de educação se tornou atraente.

Universidades e outras instituições de ensino estão investindo no YouTube, plataformas de e-learning e Moocs. Todos querem visibilidade porque não têm escolha a não ser abrir e promover a qualidade de seu ensino.

Em seu livro, A Educação Reinventada, Salman Kahn afirma sua ambição com a frase “A sala de aula mundial para uma educação gratuita, para qualquer um, em qualquer lugar.”

Bill Gates, enquanto isso, na cúpula da Faculdade da Microsoft, em 2013, disse que estava muito interessado em questões educacionais com sua Fundação Bill & Melinda Gates, expressando que “Estamos no início de uma mudança muito profunda embora tendamos a simplifica-la. Ela é realmente importante.”
Publicar e compartilhar conteúdos facilita a disseminação do conhecimento, seja por qualquer mídia disponível como blogs, eBooks, vídeos, infográficos, apresentações, respostas de uma comunidade ou mapas cognitivos. Fácil de fazer e rápido para publicar.

Jean Baptiste Audrerie, em seu site https://futurstalents.com afirma que os limites da sala de aula e das instituições educacionais estão caindo. Em breve não existirão mais paredes, salas e prédios escolares. As “aulas” serão nas praças, como na Grécia antiga, mas agora, digitais. A paisagem das fontes educacionais está explodindo. As estrelas de ensino estão perdendo o brilho. Os novos integrantes estão diminuindo a participação de mercado das instituições tradicionais de ensino.

Há vários anos o mercado da docência, treinadores de empresas e aplicativos educacionais para smartphones ajudou a expandir o volume de aprendizados. E, desde o surgimento da WEB 2.0 no final de 2005, todos podem se tornar professores e todos nós somos aprendizes. Hoje já existem centenas de plataformas educacionais e com elas todos podem se tornar professores, treinadores e instrutores. Tais profissões estão ameaçadas e se você não é realmente bom no que faz, o on-line irá substituí-lo, certamente.

Com a chegada do Google Vidro os conteúdos educativos dinâmicos vão explodir e isso de ser o próprio editor democratiza a publicação de conteúdos e qualquer um pode produzir um vídeo, um e-Book ou mesmo uma apresentação dinâmica. Sua classe se torna o mundo e seu canal do YouTube se torna sua pequena escola. Assim, como que por encanto, surge um enorme mercado de conteúdos móveis.

Conforme  Jean Baptiste, a grande revolução educacional pode se dar pelas diversas experiências de aprendizagens.

Demorou muito mas finalmente o aluno se torna(rá) um aprendiz ativo. O aluno, aliás, como um cliente, aspira viver uma experiência e a partir de uma certa idade, o aprendiz torna-se autônomo para buscar e assimilar informação e conhecimento. Como consumidor de conteúdo, ele constrói seu conhecimento com múltiplas interações em um ambiente holístico aberto, centrado em sua experiência.

A engenharia das instruções deixa de ser apenas sequências lógicas de lições, exercícios e avaliações pois trata-se de integrar um ambiente educacional digital com um projeto de educação social.

A necessidade de personalização e diferenciação na pedagogia é imensa. Oferecer o mesmo conteúdo enquanto aprende de forma diferente e com um ritmo personalizado é muito apreciado por jovens e adultos quando concluem

o trabalho e os estudos.
O Blended Learning permite associar atividades Mobile Learning de ações em sala de aula ou on line, avaliação ou auto-avaliação e prática. Já o Storytelling de conteúdos e serviço On-Demand permite desenvolver uma oferta estruturada e facilmente disponível em níveis e com condições de acesso.
A já testada em caráter presencial, a aprendizagem baseada em problemas, ou abordagem de estudo de caso para o ensino oferece modalidades de sala de aula ativas, colocando em prática o conhecimento adquirido de per si.

Um outro apelo pedagógico, valioso, dizem os conhecedores, é a Gamificação de conteúdos que estimula o empenho e a participação dos alunos. Passagens para níveis mais altos, feedbacks frequentes, crachás e pontos ganhos, competições amistosas e troca entre jogadores aprendizes garantem melhor propriedade e maior comparecimento. Renova a relação com o ato de aprender, melhorando a experiência. O World Summit of Gamification é realizado em várias cidades no mundo e mostra sua crescente participação nos processos de negócios de diferentes formas de ensino, avaliação e desenvolvimento comportamental.

Assim, a passos lentos até aqui mas rápidos e largos na estrada do futuro educacional a aprendizagem não é mais propiciada por um professor já que é uma co-criação, um processo social, orientado e intencional, aberto a outros e colaborativo. No momento em que o conhecimento está disponível em todos os lugares, os professores tornam-se integradores e desenvolvedores de conteúdos para seguir o objetivo pedagógico. Eles deixam o centro do dispositivo para se tornarem animadores de comunidades de aprendizagem.