Um Colar com 17 Pérolas

10 maio

No domingo, 20, recebi de um amigo um texto com 17 itens, de autoria de Sílvio Meira,[1] pensador, palestrante, etc., assemelhado ao que eu chamo de A Tábua dos XVII Mandamentos,

De pronto, atrevidamente,  ocorreu apropriar-me  e tentar dar mais polimento às pérolas, obras primas de um colar que nenhuma joalheria nipônica ousaria fazer, dada a perfeição do conjunto em cor, brilho e tamanho.

Antes de me lançar ao arrojo, procurei na Internet algo que me ajudasse na tarefa encontrando vários sites que também publicavam o mesmo texto e um deles trazia um “nariz de cera” que reproduzo abaixo.

O futuro do mundo em 17 pontos
O futuro é incerto, mas algumas certezas ganham contornos. Nada será como antes é a sentença lugar comum, porém verdadeira. Veja o que dois experientes pesquisadores da área de tecnologia e finanças adiantam sobre o que virá.
19/04/20 15:19   Equipe Focus  focus@focus.jor.br

O futuro é incerto, mas algumas certezas ganham contornos nítidos. Empresas, governantes, cidadãos, consultores e pesquisadores queimam seus neurônios para entender e antecipar o cenário pós-coronavírus. Nada será como antes é a sentença lugar comum, porém verdadeira. Certamente, muitos disseram o mesmo durante o grande conflito da 2ª Guerra.
Há muitos pesquisadores de referência tentando antecipar cenários, que são sim incertos. No entanto, a lógica dos acontecimentos que já se davam antes da peste em grande velocidade permite outra sentença: o que já estava em gestação chegará ainda mais rápido.

Focus reproduz a seguir o resumo feito por Cacau Menezes, do grupo de Comunicação ND, que atua em Santa Catarina. Jornalista experiente, Menezes organizou em 17 pontos o que ouviu nas lives do brasileiro Silvio Meira, do Cesar, um centro privado de inovação que utiliza Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), e do indiano Divesh Makan, fundador da ICONIQ, empresa de investimentos de capital fechado da Califórnia (EUA) que atende a algumas das famílias e organizações mais influentes do mundo, incluindo o bilionário Mark Zuckerberg, do Facebook. O título é O Futuro do Mundo.


O futuro do mundo CACAU MENEZES    19/04/2020
Insights da live de Silvio Meira, do Cesar, e da live do Divesh Makan da Iconiq
:

1-empresas terão que abandonar a “gambiarra digital”. Ou é digital mesmo ou não é. Plataformas digitais competentes, mesmo que sejam pequenas, são as que vão sobreviver;

Com toda certeza pois nessa área não se admitem erros. Não dá certo trocar o ZERO pelo UM e vice-versa. Improviso não existe no digital.
2- comércio online deixa de ser uma opção secundária de compras. As lojas físicas serão redesenhadas como espaços de experimentação da marca mas, as vendas migrarão mais rápido para o online do que se imagina antes;
No Brasil centenas de empresas já vinham testando o e-commerce com muito sucesso esperando o ponto exato da conquista de credibilidade do consumidor. As lojas físicas, menores somente servirão de show-room.


3- 95% das lojas Starbucks foram reabertas na China mas o movimento na loja é de 60% do que era. As pessoas não consomem mais na loja, compram e vão embora. Starbucks tem que rever o modelo reduzindo espaço de convivência;

Primeiro muda a proposta do consumo e depois muda o hábito do consumidor.

4- Os maiores varejistas americanos já demitiram mais de 1 milhão de pessoas e devem reempregar somente 85 % deles no fim da crise. A explicação é que o comércio tradicional vai encolher.
Esse número somado aos desempregados históricos será insuportável obrigando a criação de incentivos/apoios governamentais de terá-milhões de dinheiros pelo mundo.
As medidas trarão no bojo outras tantas como a natalidade, políticas ambientais, de alimentação, etc.


5- o negócio de seguradoras vai sofrer profundas transformações;
Os portfólios/cestas serão estreitíssimos e com altos custos, com demandas represadas.


6- educação online está se provando no meio da crise. Vai haver uma revolução na forma como se aprende em todos os níveis. 
Sai o estoque just in time  e entra o just in case. As empresas aprenderam com a crise que precisam ter estoques maiores de segurança, principalmente quem tem cadeias longas de fornecimento;
A última frase desta oração se coloca um tanto fora do foco do negócio educação. Certo mesmo é que o produto EAD já está testado faltando alguns ajustes para o traçado de única horizontal(Fundamental ao Superior). Tratar os iguais como diferentes ou os diferentes como iguais?


7- EUA desenvolveu uma cadeia de supply com a China nas últimas décadas que fez com o tempo os americanos perderem capacidade tecnológica de fabricar no pais. Isso vai mudar por questões de segurança. O globalismo sofrerá um duro revés, substituído pelo protecionismo.
Nesse novo cenário as consequências serão incalculáveis para o terceiro mundo. Os em desenvolvimento não terão para onde correr ou se entregarão como reféns.


8- não existe setor da economia ou tamanho de negócio que possa dizer “eu não tenho necessidade de investir no digital”. Quem pensar assim não tem futuro.
Ao exagero da colocação, pipoqueiro deverá ter seu software a dimensionar ganhos e perdas com o acúmulo de piruás [2] no fundo da panela.


9- hábitos de viagem mudarão radicalmente. Redução absurda nas viagens de negócios substituídas pelas videocalls. Viagens de lazer serão mais para o interior junto a natureza em lugares com baixa concentração de pessoas.
Nesse particular, dois negócios irão prosperar no país: o agronegócio já vitorioso e o turismo muito mais bem desenvolvido, o que até agora é precário.


10- existem 1.700.000 vírus detectados em animais, desses, 1.700 são coronavirus. Temos que aprender com essa crise e preventivamente estarmos prontos para ter um surto por década.
O planeta não suporta tal carga. Dos 1.700 certamente existem muitas identidades, famílias dos mesmos vírus significando certa facilidade na extinção da quase totalidade com as mesmas vacinas. Urge sair a descobrir e os biólogos estão com a palavra.


11- o modo de viver de se relacionar de trabalhar vai mudar tanto que nós dividiremos a história em “Antes do Corona” e “Depois do Corona”.
O vetor volta a ser as tribos de McLuhan e é bom a atual juventude retomar leituras congêneres,


12- essa crise traz a oportunidade de uma grande revolução nos sistemas de educação e de saúde usando o online para atender a população.
Questão prioritária é a capacitação docente e pessoal da saúde, hoje, ambos despreparados.


13- direitos individuais x saúde será um dos grandes debates no mundo à medida em que rastrear individualmente cada individuo é uma das estratégias mais eficazes de controle de epidemias, mas pode ser usado pelos Governos para controle das pessoas.
A inevitabilidade vai mudar radicalmente os paradigmas atuais e talvez o mundo fantástico de George Orwell, 1984, “Admirável Mundo Novo”, de Huxley, ou o futuro de Isaac Asimov estejam à nossa frente. Inexoravelmente. Única saída para sobreviver.


14- o consumidor foi “forçado” a migrar nesse momento para o comércio online. As empresas que conseguirem proporcionar uma experiência muito boa em todos os aspectos não perderão esse cliente para as lojas físicas ao fim da pandemia. Ao contrário, as empresas que se mostrarem despreparadas perdem espaço.
O volume de negócios nos últimos dez anos já sinalizava isso, tal o gigantismo das empresas buscando inclusive terceirizações para produção e entrega. Só as responsáveis e sérias permanecerão no mercado, que é ambiente para cachorro grande.


15- assim como os remanescentes da antiga indústria americana tem dificuldades de se recolocar e acabam por sustentar posições políticas protecionistas (que culminou com a eleição do Trump), esse movimento vai se alastrar pelo mundo com o crescimento rápido da indústria digital. Conclusão: quem hoje está ocupado já precisa começar a pensar na sua futura profissão, tem que se atualizar o tempo todo nas novas tecnologias. As empresas de educação e o MEC precisam se comunicar com o mercado incessantemente e entender as necessidades para fornecer os conteúdos demandados que não são mais aquilo que as universidades hoje entregam aos alunos. Retreinamento contínuo. Na sociedade do conhecimento não existe “ex-aluno”. Ou vc está aprendendo o tempo todo ou você está desempregado.
Mais do que nunca a educação continuada é a bola da vez. Os músicos / instrumentistas mostram isso há séculos.


16- não vejam a crise como momento de cortar custos. Pensem em investir em novas áreas em novas tecnologias, vai ter muita oportunidade para as empresas que agirem rápido, vamos renascer num mundo novo, viveremos um “novo normal”, a vida vai ser diferente, ninguém sabe exatamente como mas temos que estar abertos e preparados para nos adaptar com agilidade ao que vier pela frente.

Componente importantíssimo é a presença do Estado com políticas públicas que permeiem as condições. É preciso extinguir políticas de governo porque elas precisam ser perenes.


17- o setor agrícola brasileiro tem uma oportunidade de ouro, precisa investir cada vez mais em tecnologia e digitalização, e na qualificação dos seus profissionais e gestores.
Um dos poucos países que se já não está preparado para a fome do mundo deve traçar planos para isso criando uma Super Pasta de negócios do campo.

 

Como se vê, Silvio nos dá alguns flashs mas domina a incerteza sobre o que vai acontecer no mundo pós pandemia, agigantada ou não,  que aconteceu conforme a mídia publica.

Efetivamente ela mexeu com o planeta a nos questionarmos se fica  tudo como está, ou não, ou se muitas mudanças, algumas bruscas e outras que virão no correr dos tempos. São realmente observações interessantes, às quais tive a “petulância” de dar uns pitacos com o intuito de provocar o leitor.

 

 [1] Silvio Romero de Lemos Meira (Taperoá2 de fevereiro de 1955) é cientista, professor e empreendedor brasileiro com atuação na área de engenharia de software e inovação. Atualmente é professor associado da Escola de Direito do Rio de Janeiro da FGV e professor emérito do Centro de Informática da UFPE. Também preside o conselho de administração do Porto Digital.
Meira formou-se em Engenharia Eletrônica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica em 1977, concluiu o mestrado em Ciência da Computação na UFPE em 1981 e doutorou-se, também em Ciência da Computação, na Universidade de Kent em 1985. Em 2008, jutamente com outros pesquisadores e com apoio financeiro do CNPq, fundou o Instituto Nacional de Engenharia de Software.
Entre os anos de 2012 e 2014, foi pesquisador visitante do Berkman Center da Universidade  de Harvard.
Meira é co-autor de mais de uma centena de artigos científicos, majoritariamente na área de Engenharia de Software.
[2] www.clubedapipoca.com/blog/porque-milho-de…

Geralmente o milho perde de 10% a 15% do seu peso (só de água) no processo de secagem. Caso estejam extremamente secos, a quantidade de piruá será maior. O que é o piruá? Nem sempre o milho de pipoca estoura por completo, neste caso só restam os piruás.